quarta-feira, 13 de julho de 2011

Uma breve reflexão sobre o amor

   Sem querer começar a postagem com afirmações categóricas nem nada, sobre poucos assuntos conhecemos tão pouco e falamos tanto como o amor. Ninguém sabe dizer muito bem o que ele é, mas, mesmo assim, criamos hipóteses, damos conselhos, inventamos regras sobre ele em todo lugar: nas músicas, nos filmes, nas caixas de cereal (juro: já vi uma coisa do tipo "dicas para se dar bem, ou melhor, muito bem numa relação amorosa" escrito numa caixa de cereal). Até aí, tudo bem: ninguém sabe muito sobre Deus e é superlegal conversar sobre isso. Mas acabam saindo teorias que são, no mínimo, bem questionáveis.

   Semana passada exatamente minha amiga veio conversar comigo sobre o atual namorado dela. Ela falou que não estava feliz com ele e que o namoro estava ficando monótono. Bom amiga não é tão complicado assim, mas quem sou eu de falar sobre relacionamentos com você? Eu não dou conselhos sobre algo que eu não conheço (aham Yasmin, ta bom, ta bom...).

   Uma das teorias que eu acho mais loucas é aquela que fala que "amor, só uma vez na vida". Há viúvas que falam isso a anos, e eu acho lindo, mas, na boa, a vida amorosa delas não é modelo para todo mundo. Conheço quem teve um amor e quem teve dez. Claro que , tem gente que teve dez e vem com frases do tipo: " Ah, mas é que só esse décimo de amor é de verdade". Acho tão desnecessário. Amor de verdade é aquele que a gente está sentindo...

   Aliás, esse negócio de medir/pesar/calcular o amor também é chato. Não sei o que amor é, mas sei que não se mede ou se calcula como digamos, altura e área do triângulo. Aliás, acho muito ruim qualquer teoria que compare o amor à área do triângulo. Por isso, não sei qual é o ponto de falar coisas como: "Eu amava o B mais do que o A" ou, pior, "Eu amo o C mais do que você ama o D". Argh!

   Outra coisa que costumam dizer sobre o amor é que ele é diferente da paixão. Que paixão é uma coisa louca, passageira, insana e amor é calmo, duradouro e morninho. Nada contra fazer essa distinção, usando uma palavra para uma coisa e outra para outra coisa, da mesma forma que  a gente fala "purê" quando a batata está amassada e só "batata" quando ela está inteira (certo, péssimo exemplo).. O que acho chato é quando vejo pessoas praticamente brigando para ver quem está certo sabe? Ou, mais chato ainda, quando vêm com regrinhas : "Não, você não entendeu! Amor é isso, paixão é aquilo" . Cada um usa as palavras que quiser, né? Não é prova de gramática.

   Da mesma forma, não curto quando alguém vem com esse papo de que amor é para sempre. Até entendo que a pessoa que fala isso considere que só vai ter amado quando tiver sido para sempre (e seria coerente se ela só dissesse "Eu te amo" só lá pelo final da vida, com uns 90 anos, né?), mas daí a falar que tooodo o reino do amor tem que obedecer a esse requisito... Acho que até já falei isto aqui: não é porque o chocolate acabou que ele deixa de ser chocolate. Adoro esse exemplo!

   "Bom, Mi, desse jeito, fica difícil conversar sobre o amor" você pode se perguntar (ou melhor, você não está perguntando nada e eu estou inventando). Será? Ninguém sabe direito o que é o amor, mas todo mundo já amou, ou vai amar. E é muito gostoso falar sobre nossas experiências. Assim como é gostoso criar teorias loucas, conceitos nada comprovados, algumas regrinhas - eu também faço isso, como todo mundo. Mas só por diversão, vai. Não dá para levar a sério. Porque, quando o amor bate, todos esses cálculos vão para o alto, levando com eles, felizmente, a área do triângulo e de qualquer outra figura geométrica.


Yasmin Castagna ama o amor.